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domingo, 12 de junho de 2011

Chegou a hora de ir para a escola...e agora?





Um domingo frio em Umuarama...e uma postagem sobre o que vem nos preocupando nos últimos dias.

Com a possibilidade de retornar ao trabalho surgiu uma nova questão...onde ou com quem deixar o Arthur...

Quando engravidei havia programado ficar pelo menos o primeiro ano de vida junto com o bebê, acompanhar seu desenvolvimento...ser mãe 24 horas por dia. Amo meu filho, amo estar com ele, mas estou sentindo que chegou a hora de nos "desgrudarmos" um pouco. Como não temos parentes por perto, o Arthur só convive comigo e com o meu marido...sinto que a convivência com outras pessoas e principalmente com outras crianças está fazendo falta para ele.

Diante dessa situação comecei a pesquisar escolas (Intituições de Educação Infantil), já que na minha opinião prefiro deixar meu filho em um ambiente desses do que em casa com uma babá.

Comecei a visita a várias escolinhas, fui primeiro nas que havia recebido indicação de amigos. Uma colega minha, ex-proprietária de escola me disse uma vez, que o melhor para conhecer a escola é visitar de surpresa em uma sexta-feira no final da tarde. Pode parecer estranho, mas foi exatamente o que fiz.

Acho que sexta-feira é o dia de corre-corre, seja no trabalho, na escola, em casa...o fim de semana se aproximando deixa tudo diferente. Com o frio então...parece que as crianças fechadas dentro de casa, ou da escola ficam mais agitadas.

Na hora de escolher a escola acho muito importante observar as intalações, principalmente em se tratando de bebês. Higiene e seguraça para mim são primordiais. Imaginem 10 ou mais crianças dentro de uma salinha pequena, suja e sem segurança. Fora de questão né?

Pesquisei um pouco sobre o que a legislação exige, lembro-me de quando eu trabalhava como Aux. Administrativa em uma escola e das constantes visitas da Vigilância Sanitária, que fiscalizava cada detalhe. Para o berçário são muitas exigências...será que todos cumprem? Não sei, mas quero imaginar que sim...
Quem desejar saber mais sobre a legislação aqui tem.
Essas exigências podem ser diferentes em cada município/Estado.

A formação dos professores também é importante, não é porque meu filho ainda é um bebê que qualquer pessoa pode cuidar dele...cuidar talvez sim, mas estimula-lo, fazê-lo interagir e aprender com as outras crianças talvez não.

Outro ponto importante que nós observamos é se a escola aceitaria que o Arthur continuasse usando as fraldas de pano. Fui com um pouco de receio, achei que poderiam se opor a isso. Mas nas três escolas que fomos aceitaram muito bem a idéia. Como não sei a frequência de troca de fraldas no ambiente escolar, vou mandar umas 5 fraldas (para meio período) e ele me mandarão as fraldinhas sujas para a lavagem. Espero que dê certo...depois conto para vocês.

Durante duas semanas visitamos 3 escolas diferentes, dei prioridade para as escolas menores e com referências.

A princípio o Arthur ficará somente meio período na escolinha, pois pretendo trabalhar apenas 20 horas semanais. 

Sei que muitos bebês vão para escolas e creches bem menores que o meu Arthur com 9 meses. Mas para mãe, bebê é bebê e filho é bebê sempre...rs. 

Vamos à nossas constatações:

* Em uma das escolas (claro que não citarei nomes) achei a estrutura muito boa, espaços amplos, arejados e adaptatos para os bebês. Porém não gostei do tratameto dado aos bebês. Tinham bebês chorando, isso é normal, bebês choram...mas o comentário feito pela funcionária não me agradou: "Eles vão para casa e ficam o tempo todo no colo, aí chegam aqui e ficam fazendo manha"...ela até poderia pensar isso, mas não falar para uma mãe que estava conhecendo a instituição. Também não gostei de ver os bebês sendo alimentados (almoço) na salinha de aula, enquanto brincavam. 

* Em outra escola vimos uma instituição mais antiga, uma salinha com poucos alunos.No momento da visita todos estavam dormindo. Achei a professora bem atenciosa, brincou com o Arthur e mostrou todo o ambiente para nós. Achei que o banheiro deixou um pouco a desejar, já que não era adaptado ao banho dos bebês...e o chão da salinha não era preparado para que os bebês pudessem explorar livremente o ambiente.

* A terceira opção, que foi escolhida é uma escola pequena, na sala do berçário são matriculadas apenas 8 crianças. Achei o ambiente limpo e adaptado, tudo identificado com o nome das crianças e os profissionais me pareceram preparados.

Ainda estou com muitas dúvidas, muito receio. Nessa semana conversarei com a pediatra do Arthur; quero mostrar o cardápio para ela (assim vou decidir se mandarei o lanche de casa ou pegaremos o lanche da escola), quero tirar algumas dúvidas e assim tentar me sentir mais segura. 

Meu primeiro dia de aula...em 1986