quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Semana da Educação Especial! Eu tenho um amor especial...e você?


Tenho muitas coisas para contar sobre o aniversário do Arthur e as viagens que fizemos, mas eu não poderia deixar de fazer uma postagem sobre um amor especial!

Como toda tia tenho sobrinhos amados e especiais...mas um deles é mais do que especial para mim, o Lucas. Hoje ele tem 20 anos, é filho da minha irmã adotiva. O Lucas nasceu de um parto complicado no 7º mês de gestação, em uma cidade do interior, com poucos recursos. Teve hipoxia no peri-parto e como consequência uma lesão cerebral que atingiu principalmente a visão e o desenvolvimento. Depois de muita luta para viver, passou por um longo internamento no Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba e nos ensinou uma nova forma de ver a vida.

Como eu e meu sobrinho temos apenas 10 anos de diferença para mim ele sempre foi companheiro, sempre foi NORMAL. Sim deficiências e limitações não nos tornam anormais, simplesmente nos fazem diferentes. Essa diferença que incomoda quem não aprendeu a conviver e a amar.

Nós brincamos, brigamos e nos divertimos muito. Lembro de auxilia-lo nas "tarefas de casa", dele puxando meu cabelo e do seu chulé...rsrsrs

Pena que nem todas as pessoas conseguem conviver com diferenças. Há alguns dias atrás soube de um episódio de pessoas que ficavam rindo das atitudes do meu sobrinho. Ele fisicamente é um adulto, mas tem um coração puro, sem maldade...não entende que há pessoas que preferem brincar com a diferença dele do que simplesmente aceitar e conviver.

Sei que há muitas mães, pais, tias... aprendendo a conviver com crianças especiais. Quando pensamos em ter filhos não imaginamos filhos especiais, mas quando temos essas crianças maravilhosas para conviver descobrimos que especial é o amor que temos por elas e os ensinamentos que elas nos passam.

Independente de mensagens recebidas através da redes sociais sobre a semana da Educação Especial, sobre se essa é ou não a semana certa para isso, que tal você criar seus filhos aprendendo a aceitar e conviver com as diferenças, é através da sua forma de ver e conviver que ele aprenderá!

Lucas, Leoni, Aurea e Celso - uma família feliz e abençoada por Deus!

Lucas, Celso (com o Arthur no colo), Leoni e Aurea


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Preparativos para a festa de 1 aninho...


Mãe é um bicho estranho mesmo...durante a gravidez nos preocupamos com enxoval, Chá de Fraldas, lembrancinhas...e quando percebemos isso tudo já passou e estamos pensando na festa do primeiro aninho.

É já estou nessa fase, nem parece que tenho um bebê em casa...o Arthur quase não tem mais macacões, já não consigo deixá-lo enroladinho nas cobertas, ele não quer mais sentar no carrinho, nem comida na boca ele quer...o que consegue prefere comer sozinho.

Meu Deus!!! Será que logo vou encomendar outro bebê para curtir tudo novamente...ou vou mandar fazer um Reborn para eu brincar...rsrsrs

Brincadeiras a parte... O tempo passa rápido demais, com certeza muitas já passaram por isso...já guardaram ou deram aquela roupinha linda que o filho mal chegou a usar...

Festa de 1 aninho acho que é um sinal de que nossos filhos estão crescendo...que mal ou bem estamos aprendendo a ser mães...que logo ele estarão mais e mais independentes...

O Arthur completará 1 aninho no próximo dia 03...eu sempre sonhei com a festinha dele, com a família e amigos reunidos para comemorar e a gradecer a Deus pela vida do meu filho!

O gasto de uma festa de 1 aninho pode se comparar a de um casamento...sim...me assustei com isso, mas depois de ver lugares, cardápios e valores percebi que sai caro comemorar.

Como eu não estou com um trabalho fixo e os gastos depois da chegada do Arthur só aumentam resolvemos pesquisar para fazer o melhor e mais barato possível.

 Além de fazer festa...teremos que fazer duas. Minha família mora em uma cidade, a do meu marido em outra e nós em outra. Como a distância impediria as pessoas de participarem da festa se esta fosse feita em um só lugar decidimos fazer uma para a minha família e outra para a família do meu marido...

Festa de 1 aninho é para a família mesmo, tem aquele papo de que muitos não fazem porque a criança não aproveita...mas eu quero aproveitar, acho que é um dever comemorar a realização do sonho de ser mãe...depois de tantos negativos, de tantas lágrimas...quero agradecer o carinho de todos que ajudaram a chegarmos até aqui!

Teremos uma festa com o tema Ursos, marrom e azul e outra festa do Pocoyo. Para festa que será feita na cidade dos meus pais, Curitiba, contratamos um buffet, com decoração e brinquedos. A outra será mais simples, eu farei a decoração do Pocoyo...e para ambas estou fazendo as lembrancinhas (depois posto as fotos).

Aqui em casa tudo se resume a preparativos para a festa...já nem encontro mais a mesa da sala...rs. Espero que dê tudo certo!



Ah...para quem perguntou. O Arthur continua gripadinho, esteve em tratamento antibiótico injetável por 5 dias (quase chorei junto em cada agulhada), essa semana ele foi apenas um dia para a aula, como o tempo está chuvoso preferi ficar em casa com ele. 
Ainda não sei como farei para trabalhar, tenho ido apenas alguns dias...o restante tenho cuidado do Arthur que ainda não pegou uma certa resistência...é uma semana de escolinha e uma em casa gripado :(

domingo, 7 de agosto de 2011

Primeiras semanas na escolinha...


Nós mães somos todas iguais, ou pelo menos parecidas...rs

Fiquei super ansiosa com a ida do Arthur para a escolinha/creche....até porque eu havia programado ficar com ele pelo menos até o final desse ano...ou seja ele iria para a escola com um ano e meio e não com 10 meses.

Como já comentei na outra postagem....pesquisei muito antes de escolher um lugar para deixar meu Arthur, mas mesmo com a ideia de ter escolhido o melhor ainda fiquei bem apreensiva, triste, com um vazio enorme.

Nos primeiros dias o Arthur ficou apenas algumas horas, conforme orientação da escola passamos por um período de adaptação... Desde a primeira vez que deixei o Arthur lá ele ficou super contente...chega em casa ainda mais ativo e sapeca...parece que quer contar como foi na escola...rsrs

Na primeira semana chorei muito, cada vez que o deixava e entrava no carro me sentia culpada...mas aos poucos isso foi passando, hoje me sinto feliz em vê-lo bem e brincando com outros bebês.

O Arthur continua usando fraldinhas de pano na escola. Não sabia ao certo como seriam feitas as trocas nas 4 horas que ele permanece lá, nos primeiros dias mandei cerca de 7 fraldas, mas como eles trocam a fraldinha dele apenas duas vezes... diminui para 5. As professoras tem feito tudo certinho, as fraldinhas sujas vem em um saquinho impermeável para eu lavar em casa e no dia seguinte mando fraldinhas limpas novamente.

Esse semestre optei por mandar o lanchinho do Arthur de casa, mas não imaginava como é difícil variar o cardápio. Nem tudo que ofereço para ele em casa é fácil de armazenar e mandar para a escola. Comprei uma lancheira térmica, nela coloco um potinho com biscoitos (vario durante a semana - cream cracker, passa-tempo júnior, maisena...), mando suco (faço em casa e coloco no copinho, variando os sabores durante a semana), coloco também uma opção de fruta ou um iogurte. Claro que o Arthur não come tudo isso, mas dou várias opções, caso ele não queira algo... Com o friozinho dessa semana fiz canjica para ele levar...o potinho voltou vazio, acho que ele gostou, na próxima semana vou variar com arroz doce e sagu (tudo só com leite e um pouco de açúcar). Aceito sugestões de lanchinhos naturais... :)

Na escolinha que ele frequenta tem uma agenda onde marcam as trocas de fralda, o horário que ele se alimentou e o horário que mamou. É bom para sabermos como ele tem se comportado por lá...

O único probleminha...não tão probleminha que tivemos foram as viroses...o Arthur já pegou a primeira, passou vários dias com febre, coriza, tosse e a garganta inflamada. Isso me deixou preocupada, será que estava mesmo na hora dele frequentar a escola? A Dr. Ivanna, pediatra dele me tranquilizou...disse que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer, indo para a escola depois isso aconteceria depois, mas aconteceria. Graças a Deus ele já está melhor, hoje termina a antibioticoterapia e espero que ele fique bem...


Uma graande surpresa que tivemos foi que o Arthur aprendeu a engatinhar, sim...com quase 11 meses ele ainda não conseguia engatinhar para frente. Mas uma manhã acordou engatinhando, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Tenho certeza que todos os estímulos que ele recebe na escola contribuíram para isso...em casa tentamos fazer o melhor, mas nada melhor do que um lugar onde ele possa se movimentar livremente! Agora ele está quase andando...meche por tudo, abre gavetas, armários...está cada dia mais ativo!!!


domingo, 31 de julho de 2011

Filho doente...quando levar ao médico?

 Depois de alguns dias com a minha família em casa (minha mãe, irmã e sobrinhas) passamos uma semana de preocupação, a primeira vez que o o Arthur ficou doentinho e com febre alta.

Como toda mãe de primeira viagem me desesperei, domingo passado senti o Arthur meio apático, quando fui aferir a temperatura...um susto, 39,0ºC, meu bebê nunca tinha tido febre eu nem sabia ao certo o que fazer!

Lembrei de algumas dicas e comecei a fazer tudo que lembrava: dei um banho bem demorado e acabei por administrar um antitérmico...passei o dia preocupada, aferindo a temperatura de tempos em tempos e a febre teimava em voltar a cada 4 horas.

Na segunda, liguei para a pediatra e ela prescreveu algumas medicações, caso não houvesse melhora em 3 dias pediu que eu levasse o Arthur para uma consulta. E infelizmente foi isso que aconteceu, ele não melhorou, além da apatia, da febre, da irritabilidade ele passou a apresentar vômito, a apetite diminuiu muito, o narizinho começou a escorrer e junto veio a tosse.

Depois da consulta e das medicações ele melhorou muito, já não está apresentando febre, mas a pergunta ficou...como saber quando é a hora de levar meu filho ao médico? Consulta ou emergência?

Como sempre fui pesquisar um pouco:

Encontrei algumas dicas aqui, mas mesmo assim achei que coisas mais graves são facilmente preocupantes, o difícil é percebermos em sintomas pequenos a necessidade de investigar o que nosso filho tem.

Na cidade onde eu moro há algum tempo foi feita uma campanha: " Plantão médico é socorro, não é consulta". Achei um pouco exagerado, quando falamos de crianças.

Acho difícil sabermos ao certo o que estão sentindo, se é grave ou não.

Aqui em casa a primeira atitude que tomamos e ligar para a pediatra e contar o que está acontecendo. Mas quando não conseguimos falar com ela...o que fazer? Esperar ou correr para a emergência?

Sou mais da segunda opção, na dúvida se a febre não baixar, se o bebê começar a piorar com certeza levaria ao médico.

Mais uma vez caímos no instinto materno...no bom senso. Para mães de primeira viagem como eu acredito que pecamos pelo excesso, com o tempo vamos aprendendo. provavelmente meu segundo filho irá menos ao médico, brincará mais no chão, comerá coisas diferentes...

Uma amiga comentou comigo: "O primeiro filho é o que menos se diverte!!"


Mostrando que se diverte sim!! rsrs


**Continuo com a promessa da postagem sobre a escola. Com essa correria toda o Arthur nem foi para a escola essa semana...**



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Detalhes que fazem diferença...



Hoje, sexta-feira....um dia de descanso por aqui, estive pensando na postagem do blog e lembrei de alguns detalhes que aprendi e que tem feito diferença...


Lavar o "lixo"!!


Isso mesmo, não sei se todos sabem, mas para que os materiais recicláveis que você separa em casa sejam realmente reciclados e bem aproveitados eles devem estar limpos.
É muito mais fácil lavarmos a caixinha de leite longa vida, um potinho de iogurte, uma garrafa pet do que armazenarmos algo sujo, que atrairá insetos, roedores e além e tudo não será corretamente aproveitado. 


Lugar de cocô e no vaso sanitário!!


A não ser que você faça compostagem o melhor destino do cocôzinho do seu bebê é o vaso sanitário e não o lixo. 
Algumas embalagens de fraldas descartáveis já fornecem essa informação, que devemos descartar o cocôzinho do bebê no vaso sanitário de depois jogar a fralda no lixo. 
Para quem optou pelas fraldas de pano é melhor ainda, joga-se o cocôzinho e aproveita a duchinha para dar uma pré-lavada na fralda...depois é só dar a descarga.


Só desligar o interruptor se permanecer mais de 10 minutos fora do ambiente!!


Caso você utilize lâmpadas fluorescentes em sua casa, saiba que é mais econômico deixa-las acesas do que ligar e desligar em um intervalo menor que 10 minutos.


Cuidado com óleo jogado diretamente no ralo!!!


Apenas 1 litro de óleo é suficiente para contaminar 1 milhão de litros de água. O óleo usado na cozinha que é jogado diretamente no ralo da pia, contamina muitos litros de água que serão tratados em estações de esgotos, isso encarece a tarifa e prejudica o ambiente. Algumas ONGs coletam esse material e dão um destino melhor, como a fabricação de sabão.


Uma semana corrida, na próxima prometo postar as fotos do Arthur na escola e contar como foram os primeiros dias!!!




O Arthur e a minha sobrinha Bianca 
que veio passar alguns dias conosco!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Andador...sim ou não?

 Como é divertido vermos nossos filhos felizes e brincando...esse pode ser um dos principais motivos para adquirirmos uma andador (voador, disquinho, etc). Mas será que é divertido mesmo.

Desde que o Arthur nasceu meu sogro fala que vai comprar um andador para ele, eu sempre fui meio contra, achava que isso poderia prejudicar as articulações dele, etc. Como sogro é sogro preferi ter uma opinião melhor sobre isso e não apenas dizer que não queríamos um andador para o Arthur.

A primeira opinião que tivemos foi da pediatra, ela explicou sobre os riscos do andador e para a minha surpresa pouco tinha haver com as articulações, a posição, mas sim com as quedas.

Criança cai, hoje mesmo o Arthur caiu ao meu lado...é só piscarmos que eles caem, mas as quedas de crianças que usam andador podem ser sérias.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, das quedas com o andador 80% são em escadas, dá medo só de imaginar um bebêzinho rolando escada abaixo. Mas aí muitas mães podem dizer que moram em casas onde não há escadas, que sempre estão por perto quando colocam seus bebês em andadores, então vai outro dado: 70% das crianças que sofreram traumatismos ao usarem andadores estavam sob supervisão de um adulto.

Em países como o Canadá andadores são proibidos, isso quer dizer....não podem ser vendidos, nem usados, não há peças de reposição, pais que tinham andadores em casa foram orientados a DESTRUÍ-LOS... O que eles sugerem como alternativa são ginásios fixos (centro de atividades) onde o risco é menor.


Mesmo após ler tudo isso ver crianças brincando em andadores, livres, felizes me deixou um pouco triste, será que eu estava privando meu filho de brincar. Durante um passeio na casa de amigos tive a oportunidade de "testar" o andador. Foi só colocar o Arthur e em um segundo ele saiu correndo...foi direto para a frente do computador (com uma vontade enorme de puxar tudo), foi aí que fiquei mais tranquila...imaginei o tanto de coisas que o Arthur tentaria puxar aqui em casa e o risco que ele estaria correndo. Nos poucos minutos que o Arthur ficou no andador observei a facilidade de cair com a cabeça no chão...o peso da cabeça dos bebês em relação ao corpo é maior proporcionalmente do que o da nossa, e com o restante do corpo preso ao andador fica ainda mais fácil esse tipo de queda.



Claro, nem todas as crianças que usam andador vão cair, mas acidentes podem acontecer!

Agora aos 10 meses o Arthur quer ficar  tempo todo em pé, no chão...e não tem mãe que dê conta de ficar segurando nas mãozinhas o dia todo. Fui em busca de alternativas...

Há algum tempo havia visto os andadores da Fisher Price, eles são semelhantes a andadores para pessoas idosas ou com algum tipo de deficiência...são lindos, porém caros. Depois de muito pesquisar, pensar e repensar acabamos comprando um para o Arthur, se ele não usar como andador, pelo menos usará depois, sentadinho em cima.

Mas para a minha decepção o Arthur ainda não aprendeu a usar perfeitamente. Ainda não tive coragem de deixa-lo andar sozinho...sempre estou segurando. Achei que o andador é um pouco leve e em pisos lisos é empurrado com muita facilidade e o Arthur não consegue acompanhar com seus passinhos.

Vi que há outros modelos semelhantes, alguns podem ser usados de diferentes formas, assim se o bebê não brinca de um jeito, poderá brincar de outro. Mas é um brinquedo totalmente dispensável...cedo ou tarde nossos filhos vão crescer e no tempo deles aprenderão a dar os primeiros passos...vão cair, levantar, andar e cair novamente...faz parte da vida, errar, acertar e algumas vezes errar novamente.


**Espero que muitas amigas que compraram ou ganharam andadores para seus filhos não fiquem bravas, essa é apenas uma opinião. Como sempre digo, nada melhor do que ser mãe para escolher o melhor para o seu filho!**


Aguardo a opinião das mamães sobre o uso de andadores aqui nos comentários!!!